Quem tomou vacina da gripe precisa esperar 14 dias para tomar a da Covid-19, diz infectologista

Com mais vacinas para ampliar a cobertura de primeira dose, usando os imunizantes que estavam guardados para uma segunda aplicação, João Pessoa e muitas cidades baixaram ou vão baixar a faixa etária do plano de imunização para  aumentar o número de pessoas vacinadas.

Na capital, com esforço concentrado e corujão de vacinação, adultos com 30 anos ou mais já devem começar a se vacinar neste sábado. Nesta sexta-feira, milhares com 40+ e 35+ já se vacinaram.

Mas os infectologistas alertam aquelas pessoas que tomaram a vacina da gripe, a Influeza, nos últimos dias. Nesse caso, será preciso esperar, pelo menos, duas semanas e só depois tomar a primeira dose da Covid-19.

“Temos que avisar as pessoas que tomaram a dose da vacina da influenza que precisam ter paciência para completar 14 dias e só depois tomar a primeira dose da vacina contra Covid”, disse o infectologista Fernando Chagas, diretor do Hospital Clementino Fraga, ao Conversa Política.

Quem tomou a vacina da gripe, semana passada, por exemplo, quando teve o ‘Dia D’, só pode tomar a da Covid-19 no próximo fim de semana.

“Não há estudos disponíveis sobre as reações provocadas no corpo pela aplicação simultânea das vacinas contra Influenza e Covid-19, por isso o intervalo de duas semanas tem que ser observado”, explicou o infectologista.

Sobre uso de D2 

O infectologista afirmou que vacinar as pessoas com as ‘segundas doses guardadas’ foi a melhor decisão tomada pelas autoridades de Saúde. Isso porque, segundo ele, os estudos mostram que a variante Delta é muito perigosa e aplicação dessa primeira “carga” de imunização pode evitar um estrago.

“Decisão acertadíssima do governo. Os estados que insistem em adiantar D2 (diminuir o intervalo da primeira dose) não estão seguindo as recomendações dos principais estudos mundiais e até das sociedades, como a Sociedade Brasileira de Infectologia e Imunologia”, afirmou Chagas.

Segundo Chagas, a variante Delta é perigosa porque é a mais transmissível de todas. “Chega a ser 98% mais transmissível do que o vírus do ano passado (a P1 de Manaus era 38% mais transmissível e você viu o estrago que fez). Então a ampliação da cobertura funcionaria como um bloqueio na transmissão, para evitar que essa variante se espalhe por aqui”, explicou.

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