Região Metropolitana de João Pessoa tem 12 rotas de cicloturismo; pandemia alavancou modalidade turística

A pandemia do coronavírus trouxe uma série de mudanças em diversos setores da sociedade. Uma das áreas mais afetadas foi o turismo. Dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) apontou que a economia global do turismo sofreu uma redução de cerca de 80% em 2020. De acordo com a instituição, esse declínio afetou também cidades do interior brasileiro que tinham como base de sustentação a visita de turistas ao longo de todo ano. Como alternativa para superar esse momento, o setor tem buscado avançar em modalidades diferentes, como é o caso da prática do cicloturismo. Na Paraíba, a modalidade já é uma realidade em algumas localidades, como a região Metropolitana de João Pessoa, que conta com 12 rotas.

O cicloturismo consiste em viajar utilizando uma bicicleta e se constitui em uma maneira saudável, econômica e ecológica de se fazer turismo. O deputado estadual e presidente da Frente Parlamentar de Empreendedorismo e Desenvolvimento Econômico da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Eduardo Carneiro, afirma que a Paraíba, sobretudo João Pessoa e cidades adjacentes, tem se destacado com a crescente demanda pelo cicloturismo.

“João Pessoa e outras cidades da região metropolitana são ricas em belezas naturais e condições ideias para esta atividade. Me alegro por ver que mesmo, em meio à pandemia, o setor de Turismo tem buscado avançar, se reinventado e criando novas alternativas. Experiências que, com certeza, proporcionam momentos de paz e contato com a natureza a partir do turismo em bicicletas”, afirmou Eduardo.

De acordo com a professora e coordenadora do projeto ‘Pedagogia Urbana da UFPB’, Andréa Porto, o cicloturismo, especificamente em João Pessoa, surgiu como produto turístico em 2021 atendendo demanda gerada pela pandemia da covid-19. “A busca por novos produtos com o rótulo da sustentabilidade e responsabilidade frente às mudanças climáticas tem repercutido no mercado”, apontou.

A coordenadora do projeto destaca que, atualmente, a região metropolitana é composta por 12 rotas e pode participar toda e qualquer pessoa que já tem alguma experiência com bicicleta. “Não precisa ser atleta ou ter muita experiência. Os passeios são realizados no ritmo do cliente. É importante prestar atenção para as informações técnicas da rota como quilometragem, condições do terreno e o tipo de bicicleta”, explicou.

Andréa Porto reforçou que essa modalidade de turismo além de contribuir com o meio ambiente através da diminuição da emissão de gases do efeito estuda e gerar impacto no conforto térmico local, permite ao cicloturista experiências sensoriais, culturais e de apropriação do território do ponto de vista ecológico e cultural. Promovendo ainda diversos benefícios aos indivíduos que optam por esse tipo de turismo. “Na saúde dos cidadãos, quando é incorporado ao roteiro de lazer. Na descarbonização da cidade e no meio ambiente, porque reduz o número de veículos motorizados rodando pela cidade. Na sociabilidade, porque a bicicleta exige contato visual e pessoal com as pessoas no caminho, com distanciamento. Na economia, pois é capaz de dinamizar diferentes negócios que estejam na rota”, elencou a doutora em Geografia.

Diante de tantos benefícios, no âmbito coletivo e individual, Eduardo Carneiro reforçou a importância de investir nessa modalidade turística que chegou à Paraíba em decorrência da pandemia, mas que tem um potencial enorme para desenvolver-se e ganhar cada vez mais espaço dentro do setor. “Esse é o momento para pensarmos novas ações que ajudem a fomentar essa modalidade turística em nosso estado. Capacitando profissionais, contribuindo para estrutura das rotas já existentes e elaboração de novas, bem como, ouvir as demandas do setor e buscar contribuir para o avanço. Gerando, consequentemente, emprego, renda e fazendo circular a economia paraibana por meio do turismo”, avaliou o parlamentar.

Conheça as rotas:

Circuito Centro: Cidade Alta e Baixa, Turismo Dark, Porto do Capim e Boêmia;
Litoral Norte: Almagre, Ribeira e Igreja da Guia
Litoral sul: Penha, Aldeia Tabajara, Barra de Gramame; 
Rota Vale do Gramame.

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