Ministro André Mendonça usa colete à prova de balas durante pregações religiosas
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), passou a utilizar colete à prova de balas durante pregações religiosas realizadas na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo. A medida foi adotada como precaução diante de investigações consideradas sensíveis sob sua relatoria.
A Polícia Judicial do STF também avalia ampliar o esquema de segurança destinado ao ministro, incluindo proteção para sua esposa e filhos. Atualmente, a segurança institucional oferecida pelo tribunal é direcionada apenas aos magistrados da Corte.
Segurança pode ser estendida à família
A proposta em análise prevê que agentes de segurança passem a acompanhar deslocamentos da família de Mendonça, ampliando o protocolo de proteção adotado pelo STF.
De acordo com auxiliares do gabinete, o ministro tende a concordar com o reforço de segurança, caso a área responsável do tribunal considere a medida necessária.
Uso de colete está ligado a investigações sensíveis
Segundo fontes do Supremo, o uso do colete ocorre em meio ao avanço das investigações da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.
A operação apura um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e outros investigados. As investigações já resultaram em mandados de prisão, bloqueio de bens e apreensão de dispositivos eletrônicos, com supervisão do STF.
Investigação envolve suspeitas de intimidação
Entre as linhas de apuração, há indícios de que integrantes do esquema teriam mantido uma estrutura de vigilância e intimidação, incluindo monitoramento de adversários e ameaças registradas em conversas interceptadas.
O ministro também autorizou a abertura de inquérito para investigar o vazamento de dados e conversas atribuídas ao dono do Banco Master, após preocupações com a divulgação de informações sigilosas.
Medida é considerada preventiva
De acordo com fontes do tribunal, o uso do colete não representa uma mudança permanente na rotina do ministro, mas sim uma medida preventiva diante da repercussão e sensibilidade das investigações em andamento.
A Operação Compliance Zero segue sob sigilo judicial, enquanto novas fases da investigação e medidas de segurança continuam sendo avaliadas pelas autoridades.



