Presidente Mersinho da Up da posse a nova vereadora em sessão da Câmara Municipal de Lucena nesta sexta , marcada por denúncias, cobranças e aprovação de projetos

A sessão ordinária desta sexta-feira na Câmara Municipal de Lucena foi marcada pela posse da nova vereadora Andrea de Zé Basto.
Logo na abertura dos trabalhos, Andrea de Zé Basto tomou posse oficialmente no Legislativo lucenense. Após prestar o compromisso regimental e fazer o juramento exigido pela legislação, a parlamentar recebeu os cumprimentos dos demais vereadores, sendo oficialmente integrada aos trabalhos da Casa.
Na sequência, foi aberta a Tribuna Livre, espaço que se transformou em palco de reivindicações e críticas à administração municipal.
A primeira a se pronunciar foi a vereadora Fabiana da Estiva do Geraldo, que voltou a cobrar ações concretas da gestão municipal em benefício da região que representa. A parlamentar destacou a necessidade de investimentos e melhorias para atender as demandas da população local.
Também ocupando a tribuna, a vereadora Lica fez um forte apelo ao prefeito Leo Bandeira em favor do Colégio Luiz de Sousa Falcão, localizado em Oiteiro de Miranda. Segundo a parlamentar, a unidade escolar encontra-se abandonada há cerca de oito anos e necessita urgentemente de uma ampla reforma.
“É inadmissível que uma escola permaneça tanto tempo sem receber a atenção necessária do poder público”, destacou a vereadora ao chamar a atenção para a situação da estrutura educacional.
As críticas mais duras partiram do presidente da Câmara, vereador Mersinho da UP. O parlamentar afirmou que existe uma constante falta de atenção do Poder Executivo aos requerimentos apresentados pelos vereadores e aos projetos aprovados pelo Legislativo.
Mersinho também criticou o estado de conservação da própria sede da Prefeitura Municipal.
“Se a Prefeitura está caindo aos pedaços, imagine como estão as escolas municipais”, disparou o presidente da Casa.
O vereador foi além e afirmou que Lucena teria regredido durante a atual gestão.
“Lucena regrediu. Não existe planejamento para o futuro. Aliás, não há planejamento para nada. E quando fazem alguma coisa, fazem para eles da gestão”, declarou o parlamentar durante seu pronunciamento.
Apesar das críticas, a sessão também registrou avanços na pauta legislativa. Diversos requerimentos foram aprovados por unanimidade pelos vereadores, assim como os Projetos de Lei Complementar nº 06 e nº 07, que receberam votação favorável de todos os parlamentares presentes.
Outro tema que gerou debate foi a situação do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração dos servidores municipais. Durante a Tribuna Livre, a presidente do Sindicato dos Servidores de Lucena, Dilma, denunciou que o PCCR prometido pela gestão do prefeito Leo Bandeira continua sem sair do papel.
Segundo a representante sindical, após diversas reuniões e negociações, a administração municipal encaminhou e conseguiu aprovar a lei do concurso público, porém o PCCR acabou ficando de fora das medidas enviadas para apreciação dos vereadores.
A denúncia reforçou a insatisfação de parte do funcionalismo municipal, que aguarda há anos a implantação do plano como instrumento de valorização profissional e garantia de direitos.
A sessão desta sexta-feira evidenciou um cenário de forte pressão sobre a gestão municipal, com vereadores e representantes dos servidores cobrando respostas para demandas consideradas prioritárias pela população de Lucena.



