Paraíba

Justiça determina novo afastamento de Rosiene Sarinho da Câmara de Bayeux após recurso do Gaeco

O juiz Carlos Neves determinou, nesta sexta-feira (9), o afastamento imediato da vereadora Rosiene Sarinho da Câmara Municipal de Bayeux. Trata-se da segunda vez em que a parlamentar é afastada do mandato no âmbito das apurações que investigam desvios de recursos públicos na cidade. A presidência da Casa Legislativa já foi formalmente notificada e tem até 24 horas para dar cumprimento à ordem judicial.

Rosiene havia conseguido retornar ao cargo no início de setembro, após a juíza Conceição Marsicano, da 2ª Vara Regional de Garantias, atender a um pedido apresentado por sua defesa. No entanto, os promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) recorreram da decisão. O Ministério Público obteve êxito com a concessão da nova liminar, restabelecendo a saída cautelar da vereadora.

Além do afastamento das funções parlamentares, a decisão impõe medidas cautelares severas:

  • Acesso restrito: Proibição de ingressar nas dependências da Câmara Municipal e da Prefeitura de Bayeux;

  • Incomunicabilidade: Proibição de manter qualquer contato com vítimas e testemunhas vinculadas ao processo;

  • Demais cautelares já homologadas no curso da ação penal.

Esquema de “rachadinha” e celular arremessado

O primeiro afastamento de Rosiene Sarinho ocorreu em abril, por prazo indeterminado, durante uma operação policial que investiga um suposto esquema de “rachadinha” e desvios de verbas públicas no município.

Na ocasião, equipes policiais cumpriram mandados de busca e apreensão no gabinete parlamentar, na sede da Câmara de Bayeux e na residência da vereadora, localizada em um condomínio no bairro Pedro Gondim, em João Pessoa.

Durante a ação policial na residência, a parlamentar tentou se desfazer de provas ao arremessar um aparelho celular pela janela do apartamento assim que os agentes chegaram. O telefone acabou sendo localizado e recuperado pela perícia.

As investigações do Gaeco e da Polícia apontam ainda que o chefe de gabinete de Rosiene e o próprio filho da vereadora também integrariam o grupo investigado por organização criminosa e desvio de dinheiro público.

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